Ser mãe é se aventurar nos dias movimentados, é buscar inspiração, é superar o cansaço e o desanimo e voltar a caminhada. A maternidade, portanto, pode ser uma fase incrível para inovar e empreender. Entretanto os desafios nesta fase são grandes: maternar é difícil e voltar ao mercado de trabalho também é.

Para a mulher que deseja mais tempo com seus filhos a lampadazinha reacende com o forte desejo de usar os seus talentos para um trabalho que lhe ofereça flexibilidade de tempo e maior autonomia nas decisões. Geralmente, é aqui que nasce uma mãe empreendedora.

O empreendedorismo feminino já é bem disseminado na sociedade, entretanto o termo ‘maternidade empreendedora’ é mais recente. De fato, nem toda mulher no campo do trabalho é uma mãe empreendedora, o principal elemento para esta nova ‘categoria’ é a recém maternidade e o desejo por modelos de vida diária mais próxima dos filhos, bem como, um forte desejo de mudança na sua função, prevalecendo características criativas: é comum uma mãe empreendedora advogada se tornar uma fotógrafa de família ou uma administradora de empresas se tornar uma maquiadora.

Mas nem tudo são escolhas favoráveis: no último dia 20 de outubro/17 facilitei uma roda de conversa no lindo evento “Recortes de Uma Alma Feminina” de Elizangela Vicuna, realizado em Cuiabá e; nosso tema foi “As dores e a delícia do empreendedorismo materno”. Na ocasião, abordei questões para refletirmos sobre o fetichismo entorno da maternidade e o nosso papel político e econômico no trabalho. O fato é que não podemos acreditar que empreender é o único caminho para estarmos próximas aos filhos, se pensarmos assim estamos desconsiderando os avanços políticos e não ampliando.

Portanto, é importante não confundir a busca. O empreendedorismo materno não pode ser uma situação da mulher a partir de uma busca individualizada, para mantê-la em casa, no trabalho ‘informal’ ou na velha característica de revendedora da “Revista Avon”. Em minha opinião, temos que ter o cuidado de não sermos uma peça conveniente no mercado: no contexto capitalista o empreendedorismo materno pode ser um presente, pois produzimos riquezas sem causar impedimentos no fluxo do processo.

Creio que temos o compromisso de causar impedimentos e alimentar, cada vez mais, discussões sobre o ‘papel’ humano no trabalho. Estamos em um cenário político e econômico de busca pela acumulação (capitalismo), precisamos virar está chave e, o labor gratificante ser a grande moeda da humanidade, tanto para mulheres quando para homens. Estamos em um caminho delicioso onde repensamos o trabalho, vamos aproveitar isso tudo para mudanças maiores.

Com carinho,

Paula Naves #EmpreendedorismoMaterno #MatoGrosso #MãeEmpreendedora #Cuiabá

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