A primeira vez que me pediram está pauta, pensei nas inúmeras famílias que não aproveitariam a minha opinião por não terem escolha. Afinal, a maior parte da população brasileira matricula seus filhos na escola pública mais próxima da sua casa (caso tenha vaga). Então, emito minha opinião considerando que estou falando para uma pequena parcela da sociedade, privilegiada com a ‘escolha’. Mas me ‘conforto’ e espero que este breve desabafo, te leve à outras reflexões em relação a palavra ‘escolha’ e a desigualdade na educação brasileira.

Qual a melhor escola?

Para ajudar as famílias que, neste último bimestre do ano, estão em busca de uma escola, exponho a minha opinião e espero, com carinho, que ajude.

Primeiro, é importante que a família tenha clareza sobre o que deseja no processo educacional do seu filho, bem como, pensar – honestamente – se este desejo está de acordo com o perfil da criança.

Em segundo, um dos recursos na hora de escolher a escola é conhecer qual (ou quais) o método pedagógico que ela utiliza.

Em minha opinião, não existe o melhor método, o que existem são bons métodos. Assim, reforço: o melhor será o que mais se aproxime do ideal* familiar e o perfil da criança.

Neste sentido, se a família tem uma visão tradicional sobre o processo de ensino-aprendizagem, com linearidade, a escola tradicional pode ser a ‘ideal’. Com plano pedagógico centrado no ensino, na avaliação e em resultados. No entanto, cuidado com os excessos e lembre-se que o mundo está em movimento e as habilidades necessárias podem estar baseadas no não-convencional.

Por outro lado, as escolas com metodologias renovadas como a Waldorf, Montessori ou Freireana, poderão atender famílias que desejam uma educação que trabalhe novas habilidades como a inteligência emocional e ampliação da percepção de mundo.

Porém, há um cuidado a se pensar em relação a uma metodologia renovada: ela precisa estar em harmonia com a vida familiar. Escolas Waldorf, Montessori ou Freireana não devem ser uma ilha, ou uma prática isolada para a criança. É importante que a antroposofia (Waldorf), a autoeducação (Montessori) ou a democracia e a política (Freire), sejam fundamentos não só do método, mas da família.

Reitero, portanto, que a melhor escola é àquela que colabore com a busca familiar, afinal, o mundo está em constante transformação. Não há certezas sobre quais habilidades humanas serão necessárias para os próximos séculos. Mas, sempre escolha uma escola que preze por condutas éticas, pelo valor do conhecimento e a felicidade da criança.

Sobre Metodologias

Para lembrar, a metodologia consiste em uma meditação em relação aos métodos lógicos e científicos. A escola tradicional é àquela em que o ensinar está no centro do processo, portanto, o aluno deve adaptar-se à escola. Já a escola renovada, têm no aprender o seu maior objetivo e, portanto, a escola deve adequar-se ao aluno. Os diversos métodos podem ser eficazes, desde que estejam em consonância a essência da criança e do modo de vida em família.

*O termo ‘ideal’ empregado neste texto, refere-se ao imaginado pela família: relativo a ideia.

 

Mini Chef no Clube da CriançaInglês para crianças em Cuiabá
error: Conteúdo sem permissão para copiar. Desculpe!